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Sobre missão e propósito de vida

Hoje numa conversa com uma amiga, do nada, tive uma percepção. Percebi que as pessoas andam sempre à procura de alguma coisa, de ferramentas para serem mais, mais prósperas, mais felizes, mais realizadas, mais, mais… buscam companhia que as façam sentir mais, mais amadas, mais desejadas, mais, mais… e a conversa baseou-se nisso: “O que ja conseguiste mais?” E eu, nada! Fiz uma pausa. Prespectivei, retrospectivei, percebi que sempre me agarrei a projectos e que agora estava em outra fase, relativizei.

Os projectos eram como o aliecerce, o meu suporte do ego para dar razão à minha existência. Mas agora, não tenho projectos, sou “só” eu. E, de repente, isso deu-me uma insegurança, como se me faltasse algo. E fiquei a degustar aquilo como quem come uma comida só porque faz bem… e percebi na pele que essa insatisfação já não é algo que me diz respeito. Eu tenho um tesouro. Eu tenho uma missão, um propósito de vida. Esteja onde estiver, esteja com quem estiver, sou livre, porque o que faço é coerente com o meu propósito. Não sou uma buscadora, além do que vai dentro de mim.

Tenho uma relação de respeito profundo pelo meu trabalho, pois sinto que através dele sirvo ao mais alto nível. E eu estou presente, o meu corpo, a minha própria voz, a minha presenca, pois entendo que não sou o centro, sou um veículo. Eu estou presente. Só eu. No meu trabalho entrego aquilo que sou, sem máscaras. Sou a minha coerência mais pura. Sou e experencio tudo o que promove V I D A. Essa é a minha missão.

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