Ser discípulo.

Aprendizes como sempre somos, com sede de conhecimento, escolhemos professores, mestres, estudamos, instigamos, e é inevitavel cair no excesso do processo mental.
Quanto de nós é discípulo da própria vida? Quanto de nós enobrecemo-nos?

O conhecimento sem experimentação estanca. Não é só o corpo que precisa de movimento. As nossas emoções são energia em movimento. O mindset precisa de metamorfose. O conhecimento precisa de experimentação.
A experimentação é movimento de vida. Confiar na experimentação, e no nosso processo individual é enaltecer a nossa vida.


É sermos discípulos da nossa vida.

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Fluir, a nossa maior força

Quando a energia flui no corpo, a vida flui. É no fluir que encontramos a nossa maior força.

Sentir o corpo o centro metafórico do Universo, pois é dentro dele, e através dele que nos manifestamos. E o movimento, seja ele voluntário ou involuntário, como o do coração que se expande e contrai, são a sincronicidade do universo em nós que se manifesta como uma dança. A dança cósmica das estrelas em formato músculos ventriculares.

Aqueles que fluem como o Universo flui,
sabem que não precisam de nenhuma outra força.

Contribuição

A minha vida é contribuição. Não faz sentido separar a minha vida do meu trabalho. Claro que tenho caixinhas, a caixinha da vida pessoal, dos amores, da familia, dos amigos, do trabalho, dos projectos para realizar. Todas as caixinhas se nutrem dos mesmos valores, e todas elas se estruturam na minha verdade. Mesmo quando não somos professores estamos sempre a ensinar. O exemplo é uma arma poderosíssima. A própria guerra só existe porque alguém a viu fazer antes. Ou será que alguém inventou a guerra? Com certeza, alguém ou alguns, em tempos diferentes da historia da humanidade, tiverem um glimpse, uma ideia, uma inspiração. Com certeza o exemplo se propaga muito mais veloz que o ensinamento de um livro, o sabor de uma história ou a sabedoria do inconsciente colectivo. Um dos privilégios do ser humano é a escolha. O poder da ação, seja na densidade de actuar, seja na subtileza da mudança de atitude. Transformar o mundo com o que nós somos, colocando a nossa verdade lá fora, sendo quem realmente somos, sem mochilas metafóricas, sem máscaras disfarçadas. Isso é um privilegio, pois nele reside também o nosso maior legado. A nossa vivência é uma inspiração. Um ponto de partida para outros seres, que tal como nós, aguardam convites e sinais, para se colocarem em sintonia com o o universo, naquele que é das leis naturais mais fantásticas: tudo esta em constante movimento. A inspiração é o impulso que precede o movimento.  Somos inspiração, mesmo sem dar conta. Ao atuar em coerência somos tal qual a chama de uma vela que pode dar luz a tantas outras, infinitamente. Ter esse poder e ser essa responsabilidade, não sobre os outros mas a responsabilidade de sermos reais, frágeis, e poderosos, enfim, sermos humanos. Com amor Sonia

Escrevo para conseguir ler-me depois

Hora: Uma manhã de Domingo Local: Na cama O ritual dos domingos morrinhentos é sagrado, quase como quem vai para missa no Domingo. Tem que se demorar a acordar, para balancear todos os minutos que não demos ao despertador em todos os outros dias da semana. Quando ficas aborrecido, ai sim, levantaste e preparas aquele banquete-piquenique nos lençóis. Mas nesse dia, ele contrariou a preguiça do domingo e fez-la numa linda segunda feira de folga. Foi-se à vida, que literalmente consiste em alapar-se naquela esplanada à beira mar e fazer o piquenique na mesa com tudo a que tem direito. O Universo tem uma lei qualquer, que agasalha os que mudam, se mudam e não se conformam, e desiste dos que se retraem. Digo uma ‘lei qualquer’ porque ainda não foi descoberta. Assim que for descoberta, dar-lhe-ão um nome. Até lá, baseio-me em observação e experimentação que nem um cientista da vida quântica. Quem não salta fora da inércia, ou da vontade de fazer sempre o mesmo, como o de fazer sempre o mesmo num domingo de manhã, o universo não dá presentes nenhum. Agora, contrarias uma disposição, e o universo enche-te de mimos. Quanto mais te expões mais te gracia.  Ninguém espera agarrar algo nas mãos de punho cerrado, certo? Ninguém espera receber um abraço de braços fechados certo? Tens que afastar primeiro os braços, expor o peito, para o poderes receber. Na vida é igual. Ele, inconscientemente, mas instintivamente, o fez. A esplanada estava cheia, para uma hora madrugadeira de domingo, reunindo os audazes de domingo, que fazem dele uma segunda-feira de trabalho em prol próprio, dedicada a reuniões e brainstormings internos. Aquela esplanada era como a reunião da empresa dos depravados para a vida. Era só pessoas felizes: primeira prenda do universo. Aquele tosta chegou à mesa, macia, mas estaladiça, perfeitamente tostada como um perfeito tom de pele, suavemente hidratada com manteiga. Fez água na boca de tanto deleite. O cheiro do café foi o êxtase, o corpo acordou de ereção, as células antecipavam a dose de cafeína que aí vinha. Era puro prazer dos sentidos olfato-gustativo: 2a prenda do universo. Aqueles momentos com ele mesmo, fizeram-no sentir tão completo, tão pleno. Normalmente precisava de sair de casa, para ter gente à volta, e a casa era o refúgio, mas nunca tinha percebido a imensidão boa da solidão. O estar só pode ser tão intimamente preenchido como um jantar de sábado à noite com amigos. Sentiu-se imensamente completo, como se aquele instante se bastasse, ele se bastasse, auto-suficiência genuína: 3a prenda do universo. Dia ganho, 5 pontos na caderneta do karma.

Sê plural como o Universo

“Sê plural como o Universo” Fernando Pessoa Nascemos, ganhamos uma vida, que nem video game. Inicia a contagem decrescente … Crescemos, ganhamos maturidade e perdemos a imoralidade do “sim a tudo”. Ganhamos moralidade e assimilamos cultura e educação. Perdemos o nosso mundo particular, disfarçamos a nossa autenticidade, e a magia do que somos. Crescemos mais um pouco, e ganhamos uma vida adulta independente. Perde-se a pureza e ingenuidade de uma meninice. Ganha-se um cônjuge e na “certeza” de uma aliança, ganha-se uma ilusão de um ‘para sempre’ e perde-se a tesão do ‘casar todos os dias’. Ganha-se a segurança de um emprego e o conforto de um salário. Perde-se o ideal, a tesão e visão de Mundos novos. Ganhamos “o que fazer?” e perdemos “os porquês???” Na complexidade das nossas atitudes tornamo-nos singulares. Quando envelhecemos a única coisa que ganhamos é idade! Deveríamos ser todos matemáticos: Simples, que nem a Natureza, e vivenciar a diversidade nessa simplicidade. Envelhecer e ganhar dias, horas … Ganhar Vidas, que nem video game!

Coreografando a vida

As sequências coreográficas constituem uma das principais características do DeROSE Method. Trata-se do resgate de uma técnica primitiva, a passagem de técnica em técnica, sem repetição, lembrando-nos uma dança. Não nos limitamos a conquistar a técnica, mas a forma como a improvisamos, como a elaboramos, explorando formas, possibilidades e sobretudo intuindo para que se torne genuíno. Isto tudo na coreografia, e na vida. Quando nos questionam sobre as nossas conquistas, em forma de relato de curriculum vitae ao contexto imediato, podemos enumerar tudo. Mas como objectivar ‘como’ o fizemos para chegar até lá? Como crescemos para conquistar aquilo? Como fizemos a transição de uma profissão para outra? Como nos adaptamos quando mudamos de país? Como transmutamos uma relação e a sublimamos? Isso não vem no estado civil. As passagens da vida, são silenciosas, não se registam de nenhuma forma que não seja intimamente no nosso ser. Porém, são elas que tornam a vida incrível. São essas mesmas passagens, perigosas, arriscadas, e onde nos perdemos, que tornam a vida magica. Olhar e cuidar da nossa movimentação torna-se tão urgente quanto saber saborear o caminho sem pressa precoce da meta. Da próxima vez que tiveres à tua frente alguém fenomenal não questiones o que ela faz. Deslumbra-te com o ser que tens à frente, desnuda-o na descoberta da sua alquimia para se ter transformado naquilo que é. SAVE YOUR EXISTENCE! 

Desapego

A escola do DeROSE Method Cascais, para não nos desabituar das suas atividades ‘fora da caixa’ radicais, deixaram-nos mais um desafio.
O desafio era leva-nos a reflectir sobre a importância que os objectos tem na nossa vida. Entre o valor sentimental e o utilitário, teríamos que reunir 10 deles.

Escolhi o telemóvel, o mate, dois dos meus livros de cabeceira, o bloquinho de notas, um herói que me inspira, uma roupa que eu viveria nela para sempre… A minhas alianças de compromisso comigo: um anel de formato de coração que raramente saí do dedo, e a medalha do ÔM que sempre descansa e balança ao meu peito.

São apenas coisas materiais, mas o que elas representam é imensurável.

O facto de nos últimos 15 anos anos ter mudado de país 2 vezes e de casa 17 vezes, tudo me parece possível. É insano pensar as vezes que tive que escolher só mesmo o que precisava e recomeçar. Sim! Escolher só mesmo o que precisava para poder recomeçar. 

Agarramo-nos a um passado e a um destino inventado. Perseguimos coisas, títulos, reconhecimentos…. são a nossa Atlântida para o ego.

Buscamos alívios na nossa insana busca de grandiosidade, mas elegante é viver com leveza. Escolher só mesmo o que precisamos parece-me um bom caminho para viver com mais significado, com mais amor, gratidão e paixão.  

A sensorialidade é do melhor que temos, da nossa intimidade, que deveremos carregar, para nos tornarmos livres e poder viver com intensidade.

A minha religião é a natureza

É bonito ter crenças, acreditar em algo, seja ele (para nós) banal ou incrível.

Mas assim que atribuímos o nosso destino a crenças, não nos comprometemos, pois se não nos compete, não nos responsabiliza.

Se observarmos atentos a natureza percebemos como lidar com nossos instintos, pois nada Nela prescreve dogmas, nem crenças codificadas, e nem livros sagrados. Mas as instruções estão lá prescritas: contemplando a lua, o sol, as estrelas, os voos dos pássaros, o retorno cíclico das estações, o balançar das folhas com o vento, o lento crescer das árvores.

[ilustração de Muhammed Salah]

O comportamento matriarcal naturalmente afasta qualquer forma definida e estática de espiritualidade. O caminho é uma experiência de auto-descoberta empírica e intuitiva. Nesse caminho não existem regras, não se trata de certo ou errado, existe apenas aprendizado. Nada do que se pode fazer liberta, nada do que se evita fazer liberta. Nós nascemos livres, nós já somos livres. Só temos que nos reconhecer e actuar na liberdade.

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