H U M A N ✩ E M P O W E R I N G △ Sculpting the Body in all dimensions: Physical, Mental and Emocional
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Entrega

Moldamos o nosso destino a cada momento ou temos um destino ja desenhado que deseja ser traçado?

É logicamente depreciativo pensar que o destino está pré-definido, numa altura que empoderamento humano e propósito de vida coexistem tanto no quotidiano. A ideia que somos senhores do nosso destino e que o moldamos a cada instante segundo as nossas vontades, é ideal como ferramenta de realização, mas também nos prende no topo do iceberg do universo das possibilidades. Aquilo que em nós é consciente, os nossos padrões comportamentais e a nossa persona, é infinitamente pequeno relativamente a tudo aquilo que desconhecemos, em nós e sobre as leis do universo. Não somos o que pensamos, somos tão infinitamente mais do que isso, que precisaremos de muita vida para um ‘glimpse’ do que poderíamos ser. 

Quando levo a minha vida num padrão racional sinto a minha vida bloqueada de possibilidades redutoras. Não tenho uma lógica clara sobre isso, mas uma sensação muito real, muito presente, prioritária e sobretudo urgente perante a vida. A ideia que temos um universo de possibilidades para os quais temos que nos dispor, é de igual modo, tão incerta quão é de libertadora.

Entrega não é displicência, nem falta de responsabilidade. Entrega é desapego e inteligência, e quanto mais aceito este registo mais a vida me agracia. Entrego-me a este magnetismo, um poder maior do que o meu, como um forjar íntimo, faz-me descobrir melhor os meus segredos, o contínuo transformar e permitir-me a saídas criativas para os meus sentimentos.

Não é dar-se por vencido, mas deixar de resistir. Não é deixar-se dominar mas doar-se inteiramente. No meio das incertezas, dou-me conta de uma insegurança que tranquiliza, e não uma alucinação de controlo que auto-sabota.

É um outro nível de entrega.  Uma entrega que a mim me parece genuína quando feita quando o amor é pleno, por nós e pela nossa existência. Transcende o que somos.

É confiar-me a um nível de coragem de ‘pôr a vida nas mãos da vida’. Permito-me sentir insegura.

Honro essa insegurança. É nela que alimento a minha paixão.

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